Jovem morta com 21 facadas é sepultada em Água Doce do Maranhão
Jovem morta com 21 facadas após deixar escola é sepultada
Jovem morta com 21 facadas após deixar escola é sepultada
O corpo da estudante Bruna da Silva Loiola, de 17 anos, é sepultado na manhã desta quarta-feira (2), no povoado Buriti Redondo, na zona rural de Água Doce do Maranhão, a cerca de 363 km de São Luís. Bruna foi morta com 21 facadas após deixar a escola na tarde de segunda-feira (31), no povoado Cana Brava.
O cortejo saiu da casa de uma das avós da adolescente, onde ocorreu o velório, em direção ao cemitério da comunidade. Familiares, amigos e colegas de escola acompanharam o sepultamento.
Um adolescente de 16 anos foi apreendido suspeito do crime. Nesta quarta-feira, ele deve participar de uma audiência de apresentação. Depois do procedimento, deverá ser encaminhado para uma unidade socioeducativa em São Luís.
A motivação do crime ainda não foi esclarecida. A Polícia Civil do Maranhão deve ouvir testemunhas para apurar as circunstâncias da morte da estudante e o que ocorreu antes do ataque.
A jovem Bruna Loiola, de 18 anos, morreu após ser esfaqueada nesta segunda-feira (31), em Água Doce do Maranhão.
Como ocorreu o crime
Bruna estudava no Centro de Ensino Vereadora Neide Costa, escola da rede estadual localizada no povoado Cana Brava. Por volta das 14h30 de segunda-feira, ela saiu da unidade de ensino para almoçar.
A direção da escola informou que a aluna tinha autorização da família para almoçar em casa e que não retornaria à unidade escolar naquele dia, pois tinha um compromisso previamente informado.
Segundo a diretora, a estudante não deixou a escola para ir a um salão, como apontavam informações preliminares. A saída ocorreu dentro da autorização concedida pelos responsáveis, com a previsão de que a adolescente permaneceria fora da escola após o almoço.
A Polícia Militar aponta que Bruna e o adolescente suspeito do crime teriam discutido antes do assassinato. Familiares da vítima, no entanto, negaram que tenha ocorrido uma discussão e afirmam que eles nem se conheciam.
Segundo apurado pela TV Mirante com familiares da vítima, Bruna estava a poucos metros de um salão de beleza, quando a motocicleta usada pelo adolescente apresentou um problema e parou perto dela. Eles afirmam que o adolescente atirou contra a estudante com uma balestra, equipamento semelhante a um arco, e depois a atacou com uma faca.
Essa versão, no entanto, ainda será investigada pela polícia. Bruna chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
O adolescente foi apreendido minutos depois por uma equipe do 2º Batalhão de Polícia Militar de Turismo (BPTur). Com ele, a polícia encontrou uma balestra com dez dardos, uma faca e objetos identificados inicialmente como uma dinamite caseira e quatro coquetéis molotov. O material passará por perícia para identificar a composição e o potencial de risco.
Ele foi levado para a Delegacia Regional de Barreirinhas, onde o delegado Tiago Castro tentou ouvi-lo ainda na segunda-feira. O adolescente, no entanto, permaneceu em silêncio.
A Polícia Civil deve começar a ouvir testemunhas nesta quarta-feira. Entre elas está o porteiro que teria autorizado a saída antecipada de Bruna da escola. Os depoimentos devem ajudar a polícia a esclarecer a dinâmica do crime, a relação entre os adolescentes e a motivação do assassinato.
Comoção durante o velório
A jovem Bruna Loiola, de 18 anos, morreu após ser esfaqueada nesta segunda-feira (31), em Água Doce do Maranhão.
Divulgação/Redes sociais
Durante o velório, amigos e colegas descreveram Bruna como uma jovem generosa, solidária e disposta a ajudar outras pessoas. Segundo os relatos, Bruna tinha o sonho de formar uma família e ter filhos.
O pai e um irmão de Bruna estavam em Mato Grosso e chegaram ao Maranhão na noite de terça-feira (1º) para acompanhar o sepultamento.