Pesquisadores investigam risco de transmissão de meningite eosinofílica por caracol africano em São Luís
Casos de caracol africano voltam a surgir na Ilha de São Luís Pesquisadores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) coletaram mais de 400 caracóis na Gr...
Casos de caracol africano voltam a surgir na Ilha de São Luís Pesquisadores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) coletaram mais de 400 caracóis na Grande Ilha para investigar se os moluscos estão contaminados pelo verme causador da meningite eosinofílica. O material será analisado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. A infestação de caracóis africanos tem preocupado moradores dos bairros Olho d’Água, Renascença e Cohab, em São Luís, e do Araçagi, em São José de Ribamar. Relatos da população apontam dificuldades no controle dos moluscos e problemas com a desinformação e a falta de cuidados com terrenos baldios, quintais e jardins, que acabam se tornando criadouros. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Segundo os pesquisadores, os moluscos podem transmitir meningite eosinofílica. A doença, em humanos, pode causar os sintomas dor de cabeça intensa, febre, náuseas, vômitos, confusão mental e até paralisia facial. De acordo com o professor Ferdinan Ferdinan, quando as larvas do verme entram no organismo humano, elas podem se desenvolver e migrar pelo tecido cerebral, causando um processo inflamatório que pode levar à morte do hospedeiro. Leia também Moradores relatam infestação de caramujos africanos em terreno baldio na Cohab em São Luís Infestação de caramujos causa transtornos e preocupa moradores em São Luís Caracóis na Grande Ilha são investigados por risco de transmissão de meningite eosinofílica Reprodução/TV Mirante 🔎 O caramujo africano (Achatina fulica) foi introduzido ilegalmente no Brasil na década de 1980 como uma alternativa ao escargot. Por não ter predadores naturais e se adaptar facilmente ao clima, a espécie se espalhou por todo o país. Quintais, jardins e terrenos baldios são locais propícios para sua reprodução, já que o animal se alimenta de plantas e matéria orgânica, podendo depositar entre 200 e 400 ovos de uma só vez. O infectologista Daniel Wagner, em entrevista à TV Mirante, afirmou que existe tratamento com antiparasitário específico para o verme, mas ressaltou que, antes, é necessário que o paciente passe por um diagnóstico em uma unidade hospitalar. Em nota à TV Mirante, a Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (Semus) informou que realiza ações de controle do caracol africano por meio de monitoramento, inspeção, coleta e eliminação do excesso de moluscos. A pasta também orienta a população a acionar a Divisão de Controle Vetorial em casos de infestação. Procurada pela TV Mirante, a Prefeitura de São José de Ribamar ainda não se manifestou sobre a situação no bairro do Araçagi.