Veja plano de governo de André Luís (Missão), candidato ao governo do Maranhão


André Luís (Missão).

Veja plano de governo de André Luís (Missão), candidato ao governo do Maranhão
Veja plano de governo de André Luís (Missão), candidato ao governo do Maranhão (Foto: Reprodução)


André Luís (Missão).
Claudia Pontes/ g1
O candidato ao governo do Maranhão, André Luís (Missão), apresentou o plano de governo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com 46 páginas, o documento conta com as principais propostas do candidato, caso eleito, na chapa formada com o candidato a vice-governador Professor Cadu (Missão), pela coligação "Moralizar e industrializar o Maranhão".
O plano de governo de André Luís é dividido em três partes, intituladas “A Base Material”, “A Riqueza que Fica” e “O Povo Maranhense”. Dentro delas, há diferentes eixos de atuação, com propostas voltadas à modernização da infraestrutura, da logística e da mobilidade; à ampliação do saneamento e da segurança hídrica; à proteção ambiental e ao bem-estar animal; ao fortalecimento da matriz energética, do turismo, da agricultura e da agroindústria; ao incentivo à ciência, à tecnologia e à inovação; à geração de emprego e renda; e à melhoria da saúde pública, da segurança pública e da educação.
Confira abaixo por área as principais medidas propostas para o mandato 2027-2030, caso seja eleito em outubro.
Infraestrutura, logística e mobilidade
Na área de infraestrutura, logística e mobilidade, o plano prevê a recuperação e manutenção da malha rodoviária, a melhoria da segurança viária, a integração do transporte metropolitano e intermunicipal e investimentos para reduzir gargalos no acesso ao Porto do Itaqui e aos principais corredores produtivos do estado. Também são propostas ações para ampliar a transparência e o acompanhamento das obras públicas.
Entre as principais medidas estão a criação do Maranhão Rodoviário e Maranhão Sem Buraco, com recuperação, drenagem, sinalização e manutenção permanente das estradas; a implantação do bilhete metropolitano integrado na Grande Ilha; e a realização de estudos para sistemas de transporte de média e alta capacidade, incluindo alternativas como VLT, BRT, corredores exclusivos, ônibus elétricos e transporte aquaviário.
Veja outras propostas:
Criar o Plano Estadual de Infraestrutura e Integração Logística, com planejamento de longo prazo e inventário dos projetos e obras estaduais;
Implantar o Obras à Vista, painel público com informações sobre contratos, valores, cronogramas, execução e atrasos das obras estaduais;
Criar um Programa Estadual de Segurança Viária, com observatório de acidentes, intervenções em pontos críticos e fiscalização orientada por dados;
Estruturar corredores logísticos e apoiar a recuperação de estradas vicinais e acessos produtivos, incluindo drenagem, bueiros e pequenas pontes;
Integrar o transporte coletivo de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, com bilhete metropolitano, terminais integrados, corredores de ônibus, ciclomobilidade e acessibilidade;
Reestruturar o transporte intermunicipal e aquaviário, incluindo os ferryboats São Luís–Cujupe, com metas para renovação de frota, melhoria dos terminais e fiscalização do serviço;
Mapear os pontos de isolamento regional e executar, por etapas, pontes e novos acessos, com prioridade indicativa para a Baixada Maranhense, litoral ocidental, Médio Mearim, Vale do Pindaré e Baixo Parnaíba;
Inventariar e inspecionar as pontes estaduais, priorizando a recuperação das estruturas de maior risco;
Recuperar e qualificar os acessos rodoviários a destinos turísticos como Lençóis Maranhenses, Delta, Chapada das Mesas e Alcântara;
Melhorar os acessos ao complexo portuário do Itaqui, com rotas de carga, áreas de apoio aos caminhoneiros e agendamento digital;
Criar uma rede de plataformas logísticas, com polos indicativos na Grande Ilha, Açailândia, Porto Franco e Imperatriz;
Acompanhar publicamente as intervenções federais nas BR-010, BR-135, BR-222, BR-226, BR-230, BR-316 e BR-402;
Incorporar critérios de drenagem e adaptação climática às novas obras de infraestrutura.
Saneamento e recursos hídricos
Na área de saneamento e recursos hídricos, o plano prevê ampliar o acesso à água e ao esgotamento sanitário, priorizando municípios e territórios com os piores indicadores, além de fortalecer a segurança hídrica de comunidades rurais, ribeirinhas, insulares e isoladas. As ações deverão ser realizadas em cooperação com os municípios.
Entre as principais medidas estão os programas Maranhão Saneado, voltado à universalização do saneamento, e Água Maranhense, destinado a ampliar o acesso seguro à água por meio de soluções adaptadas à realidade de cada território. O plano também prevê ações de drenagem e prevenção de alagamentos e erosões.
Veja outras propostas:
Elaborar um mapa estadual de vulnerabilidade sanitária, cruzando informações de saneamento, saúde e infraestrutura;
Apoiar técnica e financeiramente os municípios na ampliação das redes de água e esgoto e adotar soluções descentralizadas, como fossas sépticas e filtros, onde a implantação de rede não for viável no curto prazo;
Implantar sistemas simplificados de abastecimento, cisternas, captação de água da chuva e tratamento comunitário em comunidades sem acesso seguro à água;
Proteger nascentes e mananciais e monitorar a qualidade da água;
Elaborar diagnósticos das áreas mais sujeitas a alagamentos e erosões e apoiar planos municipais de drenagem;
Implantar projetos de macrodrenagem, recuperação de canais e várzeas e sistemas de alerta integrados à Defesa Civil, com atenção especial à Baixada Maranhense.
Meio ambiente e bem-estar animal
Na área de meio ambiente e bem-estar animal, o plano reúne propostas para ampliar a coleta e destinação adequada de resíduos, combater o desmatamento, recuperar áreas degradadas, proteger rios, manguezais e a biodiversidade, fortalecer a adaptação às mudanças climáticas e estruturar uma rede regional de atendimento e proteção animal.
Entre as principais medidas estão o Lixo Zero Maranhão, com consórcios regionais, centrais de triagem, apoio aos catadores e cronograma para eliminação dos lixões; o Refloresta Maranhão, direcionado à recuperação de áreas degradadas, nascentes e matas ciliares; e o Maranhão Protege, que prevê Casas de Passagem e policlínicas veterinárias regionais.
Veja outras propostas:
Criar consórcios públicos regionais, centrais de triagem e ecopontos, ampliar a coleta seletiva e apoiar cooperativas de catadores;
Implantar o Pneu Circular Maranhão, ampliando pontos de recebimento e a logística reversa de pneus;
Criar o Pacto Maranhão Verde, com indicadores públicos para avaliar o desempenho ambiental dos municípios;
Implantar um sistema estadual de prevenção e adaptação climática, com mapas de risco, planos municipais e sistemas de alerta;
Criar o Maranhão Azul, com monitoramento da qualidade da água e recuperação de matas ciliares e manguezais;
Implantar o Maranhão Biodiverso, reunindo inventários ambientais em uma plataforma única e apoiando corredores ecológicos;
Recuperar áreas degradadas por meio do Refloresta Maranhão, com viveiros regionais de espécies nativas e monitoramento da sobrevivência das áreas recuperadas;
Criar Casas de Passagem e policlínicas veterinárias regionais para animais em situação de rua ou risco;
Fortalecer ONGs e protetores independentes por meio da Rede Maranhão Animal, com cadastro, capacitação e fóruns regionais;
Reforçar a fiscalização ambiental, com monitoramento de infrações, multas, embargos, desmatamento e queimadas, além de ampliar progressivamente a investigação e a perícia ambiental nas regiões do estado.
Matriz energética
Na área de energia, o plano prevê aproveitar o potencial do Maranhão em biomassa, energia solar, eólica e aproveitamento energético de resíduos, associando a expansão das fontes limpas à atração de indústrias, geração de empregos e aumento da renda dentro do estado.
Entre as principais medidas está o Babaçu Energia, que pretende transformar o Maranhão, em dez anos, em referência nacional na geração de energia por biomassa, atraindo empresas dos setores de energia, biocombustíveis e bioeconomia e qualificando trabalhadores da cadeia do babaçu. O plano estabelece ainda que empresas incentivadas deverão adquirir seus insumos de biomassa de pequenos produtores, agricultores familiares e quebradeiras de coco maranhenses.
Veja outras propostas:
Implantar o Sol do Maranhão, transformando prédios públicos, escolas e hospitais em unidades de geração de energia solar e incentivando a geração distribuída entre pequenos produtores, agricultores familiares, cooperativas e empreendedores;
Criar o Vento para o Maranhão, com atração de fabricantes de torres, estruturas, equipamentos e componentes para a indústria eólica, além de centros de manutenção e engenharia e formação de técnicos especializados;
Implantar o Resíduo Zero, Energia Nova, apoiando a produção de biogás e biometano a partir de resíduos urbanos, agropecuários, agroindustriais, de abatedouros, esgoto e lodo;
Elaborar o Atlas Energético dos Resíduos do Maranhão, para identificar áreas com potencial de aproveitamento de matéria orgânica para geração de energia.
Turismo e desenvolvimento regional
Na área do turismo, o plano propõe transformar o setor em uma política de desenvolvimento econômico, ampliando o tempo de permanência dos visitantes, integrando diferentes destinos e buscando fazer com que uma parcela maior dos gastos dos turistas permaneça nas comunidades locais.
Entre as principais medidas estão a criação do Maranhão 365, com um calendário turístico para todo o ano e roteiros que integrem destinos naturais, históricos, culturais e gastronômicos, e o Maranhão à Beira D’Água, voltado à implantação de infraestrutura turística em áreas ribeirinhas, inicialmente com projetos-piloto em Turilândia e São José de Ribamar.
Veja outras propostas:
Implantar cais turísticos, áreas de convivência, espaços gastronômicos e de lazer nas margens dos rios, estimulando empreendimentos a comprar produtos de pescadores, agricultores e produtores locais;
Criar roteiros integrados envolvendo Lençóis Maranhenses, Chapada das Mesas, Delta das Américas, Reentrâncias, Amazônia Maranhense, litoral e cidades históricas, além de manifestações culturais e gastronomia;
Implantar o Maranhão de Aventura, com estruturação de atividades como trilhas, rapel, canyoning, canoagem, cicloturismo e observação de aves, além de capacitação de guias e selo estadual de segurança e qualidade;
Criar o Maranhão Sabor e Cultura, com rotas gastronômicas e culturais que valorizem produtos regionais e manifestações como bumba meu boi, tambor de crioula, cacuriá e reggae;
Implantar o Maranhão de Portas Abertas, com capacitação e apoio técnico para pousadas familiares, guias, barqueiros, pescadores, artesãos, agricultores e restaurantes locais;
Criar uma plataforma estadual para divulgar pequenos negócios turísticos e roteiros locais.
Agricultura e agroindústria
Na área da agricultura e agroindústria, o plano prevê ampliar a assistência técnica, o acesso ao mercado, a armazenagem, a infraestrutura rural, o crédito e a segurança hídrica, além de incentivar a agroindustrialização e avançar na regularização fundiária. As propostas também abrangem pesca, aquicultura e extrativismo.
Entre as principais medidas estão o Maranhão Produtivo, que pretende ampliar as compras públicas da agricultura familiar para novos municípios; o Maranhão com Água, voltado ao abastecimento e à irrigação; o Maranhão que Financia, com orientação para acesso ao crédito rural; e o Terra Regular, destinado a completar o processo de reconhecimento, medição, titulação e registro das propriedades.
Veja outras propostas:
Reestruturar e regionalizar a assistência técnica por meio do AGERP Presente, priorizando territórios com menor cobertura;
Criar uma Plataforma Agroclimática do Maranhão, com informações sobre clima, solo e aptidão agrícola por município e região;
Fortalecer cooperativas e associações com capacitação em gestão, regularização e apoio contábil e jurídico;
Criar o Maranhão Agroindustrial, com incentivos à transformação da produção dentro do estado e apoio técnico às agroindústrias;
Apoiar indicações geográficas e selos de origem de produtos maranhenses;
Mapear a malha de estradas vicinais e ampliar a capacidade regional de armazenagem;
Estruturar uma política de logística rural compartilhada, priorizando serviços compartilhados e financiamento antes da cessão ou aquisição de veículos;
Ampliar ações de irrigação eficiente e gestão de riscos climáticos;
Reforçar a defesa sanitária animal e vegetal e ampliar a regularização das agroindústrias familiares;
Criar uma Rota do Crédito Rural, com preparação de documentação e projetos para encaminhamento aos bancos, vedando indicação política na concessão do crédito;
Promover mutirões de adesão ao Garantia-Safra, além de orientação para Proagro e seguro rural;
Avançar na regularização fundiária e realizar mutirões gratuitos do Cadastro Ambiental Rural para propriedades de até quatro módulos fiscais;
Criar o Maranhão dos Peixes, com regularização cadastral de pescadores, fortalecimento da cadeia de frio, beneficiamento e ações específicas para pescadoras e marisqueiras;
Implantar o Riqueza dos Babaçuais, incentivando o beneficiamento do babaçu e a integração de seus produtos às compras públicas e à política de preços mínimos.
Ciência, tecnologia e inovação
Na área de ciência, tecnologia e inovação, o plano prevê direcionar parte dos investimentos em pesquisa para problemas concretos do Maranhão, ampliar a presença da ciência no interior, aproximar universidades e empresas e incentivar a transformação do conhecimento científico em produtos, serviços, empregos e soluções para políticas públicas.
Entre as principais medidas está o Maranhão Inova, com financiamento de pesquisas relacionadas a áreas como saúde, bioeconomia, água, clima e agricultura. O plano também propõe o Bio Maranhão, com pesquisas e atividades de bioeconomia vinculadas à repartição de benefícios com quebradeiras de coco, indígenas, quilombolas e extrativistas.
Veja outras propostas:
Fortalecer os núcleos de inovação das universidades e ampliar a proteção e transferência do conhecimento científico para empresas;
Financiar pesquisas voltadas a problemas do SUS estadual, incluindo hanseníase, tuberculose e sífilis, com foco em diagnóstico, prevenção e soluções de baixo custo;
Criar o Jovem Cientista Maranhense, com iniciação científica, feiras, olimpíadas e bolsas nas escolas estaduais, priorizando o interior e escolas rurais;
Ampliar bolsas e programas de pós-graduação e criar mecanismos para atrair e fixar pesquisadores no Maranhão;
Apoiar pesquisadores interessados em transformar conhecimento em empresas, licenciamento ou parcerias por meio do Cientista Empreendedor;
Criar uma Rede de Laboratórios Compartilhados, com inventário, plataforma de reserva e prioridade de acesso ao interior;
Implantar o Observatório Científico do Maranhão, integrando bases de dados e financiando pesquisas sobre o território;
Desenvolver uma política de inteligência artificial responsável, em que a tecnologia apoie, mas não substitua, decisões públicas;
Ampliar a conectividade e inclusão digital em escolas, universidades e polos do interior;
Utilizar compras públicas para contratar soluções inovadoras;
Ampliar a transparência do financiamento científico, divulgando projetos apoiados, valores, critérios de seleção e resultados obtidos.
Economia, emprego e renda
Na área de economia, emprego e renda, o plano prevê combinar equilíbrio fiscal, industrialização, qualificação profissional, apoio aos pequenos negócios, atração de investimentos e interiorização do desenvolvimento. A proposta é ampliar o trabalho formal e fazer com que uma parcela maior da produção e da riqueza gerada no Maranhão seja transformada dentro do próprio estado.
Entre as principais medidas estão o Maranhão que Transforma, que selecionará de cinco a oito cadeias produtivas prioritárias para receber ações integradas de crédito, infraestrutura, incentivos e qualificação; a Central do Investidor, como porta única para novos investimentos; e o Compra Maranhão, que pretende utilizar o poder de compra estadual para favorecer micro e pequenas empresas, produtores da agricultura familiar e fornecedores das diferentes regiões do estado.
Veja outras propostas:
Manter a nota A na Capacidade de Pagamento (CAPAG) durante o mandato e direcionar operações de crédito para investimentos estruturantes;
Preservar os pisos de Saúde e Educação e publicar indicadores de custos dos serviços públicos;
Criar a Empresa Maranhense Digital, com abertura automática e digital de empresas de baixo risco e estudo sobre possível isenção de taxas para MEIs;
Implantar licenciamento baseado no grau de risco das atividades, com prazos públicos e fiscalização orientadora;
Reestruturar o SINE e criar uma trilha de primeiro emprego, vinculando capacitação a vagas existentes;
Criar o Qualifica Maranhão, direcionando cursos profissionais às demandas de cada região e setor;
Implantar polos de formação em marketing, programação, inteligência artificial e produção de conteúdo no interior e nas periferias;
Criar o Mil Talentos do Maranhão, com microcrédito produtivo e capacitação para pequenos empreendedores;
Fortalecer cooperativas por meio do Coopera Maranhão;
Requalificar distritos industriais e implantar condomínios industriais no interior;
Criar o Feito no Maranhão, com apoio ao beneficiamento da produção local, selo estadual e utilização das compras públicas;
Implantar a Central do Investidor nos primeiros 100 dias;
Criar o Maranhão Exportador, apoiando micro e pequenas empresas até a realização do primeiro embarque para o exterior;
Elaborar estratégias de desenvolvimento específicas para cada região do estado e apoiar arranjos produtivos locais;
Levar formalização, microcrédito, conectividade e ações de desenvolvimento a municípios mais dependentes da administração pública;
Criar hubs regionais de inovação e uma trilha de apoio a startups;
Implantar o Garante Maranhão, fundo estadual para oferecer garantias parciais a micro e pequenos tomadores de crédito;
Criar o Capta Maranhão, estrutura voltada à elaboração de projetos para captar recursos de instituições como FNE, BNDES, Basa, Sudene e Finep;
Avaliar individualmente os incentivos fiscais, condicionando novos benefícios a metas de desempenho;
Utilizar o Compra Maranhão para ampliar a participação de micro e pequenas empresas e da agricultura familiar nas aquisições do Estado e garantir pagamento pontual aos pequenos fornecedores.
Saúde pública
Na área da saúde, o plano prevê fortalecer a Atenção Primária, reorganizar as filas do SUS por prioridade clínica e risco, regionalizar os serviços e ampliar o acesso a diagnóstico, especialistas, urgência e emergência, saúde mental e assistência farmacêutica. Também propõe integrar as 19 Regiões de Saúde e ampliar o uso de ferramentas digitais no atendimento.
Entre as principais medidas estão a implantação do SUS com Prazo Garantido, com prazos de atendimento definidos por prioridade clínica; o Maranhão Tempo é Vida, voltado à resposta rápida a casos de infarto, AVC, sepse, trauma e emergência obstétrica; e o Meu Prontuário, Minha História, prontuário eletrônico estadual integrado ao SUS Digital.
Veja outras propostas:
Ampliar o cofinanciamento estadual da Saúde da Família, priorizando regiões com vazios assistenciais, além de reformar UBS e ampliar exames básicos e teleconsultoria;
Monitorar e tratar a qualidade da água em territórios prioritários, com cloração, distribuição orientada de hipoclorito e divulgação dos resultados;
Implantar Complexos Integrados de Saúde e Cidadania, reunindo serviços de saúde, educação, esporte e assistência social em projetos-piloto;
Fortalecer a vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental e laboratorial e promover estratégias anuais de recuperação vacinal;
Organizar as filas por prioridade clínica, revisar cadastros, reaproveitar vagas e informar ao paciente sua posição;
Criar o Especialista na Palma da Mão, com telessaúde, teleconsultoria e acompanhamento do status do atendimento pelo cidadão;
Implantar uma Rede Integrada de Diagnóstico, com fluxo digital entre solicitação, exames e laudos;
Criar o programa Cirurgia 24 Horas, com levantamento nominal das filas cirúrgicas e ampliação de turnos onde houver estrutura adequada;
Estudar a implantação do Hospital do Povo Maranhense, nova unidade estadual de urgência e emergência na Região Metropolitana, condicionada a estudos de demanda, localização e modelo de gestão;
Transformar as 19 Regiões de Saúde em redes integradas, com equipes executivas regionais, painéis de filas e capacidade e cofinanciamento associado a metas;
Criar uma Clínica da Gestante e do Bebê como referência estadual para gestações de alto risco;
Ampliar ações para tratamento e cura de tuberculose, hanseníase e sífilis, incluindo busca ativa e apoio com transporte e alimentação;
Regionalizar a rede de saúde mental, qualificando CAPS, ampliando leitos em hospitais gerais e criando um programa estadual de prevenção do suicídio;
Criar protocolo estadual para produtos à base de canabidiol regularizados pela Anvisa, limitado às indicações com evidência e prescrição especializada;
Criar painel público para acompanhar o desabastecimento de medicamentos;
Selecionar dirigentes de unidades de saúde por competência e contratos de metas;
Criar políticas para fixação de profissionais no interior, ampliar residências e dar transparência aos plantões;
Implantar policlínicas veterinárias regionais piloto para famílias vulneráveis e animais resgatados.
Segurança pública
Na área da segurança pública, o plano propõe criar o Sistema Integrado de Segurança do Maranhão (SISMA), com compartilhamento de dados, metas comuns e integração estratégica entre as forças, preservando a autonomia de cada instituição. As propostas priorizam prevenção, investigação, combate às facções, inteligência, presença territorial, regionalização e valorização dos profissionais de segurança.
Entre as principais medidas estão a criação de um indicador oficial de elucidação de homicídios, o fortalecimento da inteligência financeira para rastrear e recuperar patrimônio do crime organizado e a realização de operações de retomada territorial, acompanhadas da permanência de serviços públicos nos locais afetados por facções.
Veja outras propostas:
Implantar policiamento de proximidade, inicialmente com pontos de atendimento em bairros de São Luís e Imperatriz;
Criar programa de prevenção da violência entre jovens, integrando escola, formação profissional, esporte, cultura, emprego e saúde mental;
Integrar voluntariamente guardas municipais, câmeras e ações de urbanismo preventivo, como iluminação e requalificação de áreas de risco;
Realizar operações integradas para retomada de territórios dominados por facções, com presença posterior de serviços públicos;
Ampliar a inteligência financeira para rastrear e recuperar recursos e patrimônio do crime organizado;
Fortalecer delegacias de homicídios, perícia, laboratórios e cadeia de custódia;
Criar protocolo de busca imediata de pessoas desaparecidas, com banco integrado de informações e cruzamento de exames genéticos;
Implantar o CIICO, centro integrado de inteligência e controle operacional, reunindo informações das forças de segurança;
Integrar sistemas de videomonitoramento com regras de privacidade e leitura de placas, sem adoção de reconhecimento facial em massa;
Utilizar drones em patrulhamento, operações e atividades de busca e salvamento;
Modernizar a Delegacia Online, inclusive com videochamadas em casos selecionados e atendimento específico para violência doméstica;
Criar Centros Integrados Regionais, com planejamento conjunto e perícia avançada;
Ampliar o policiamento contra roubo de cargas e furto rural;
Integrar a inteligência penitenciária às forças de segurança para enfrentar o comando de organizações criminosas a partir dos presídios;
Aprimorar o monitoramento por tornozeleiras eletrônicas, priorizando a proteção de vítimas de violência doméstica;
Ampliar trabalho e estudo no sistema prisional e oferecer apoio a egressos com documentação, emprego e saúde;
Criar uma rede permanente de saúde mental para policiais, agentes penais e bombeiros, inclusive no interior;
Instituir jornada extra voluntária e remunerada em pontos críticos, com limites de carga horária;
Adotar critérios de mérito e formação integrada nas carreiras;
Fortalecer corregedorias e ouvidorias, ampliar o uso de câmeras corporais e publicar indicadores de letalidade e vitimização policial;
Ampliar a presença dos bombeiros no interior e fortalecer a Defesa Civil e as ações de busca e salvamento.
Educação
Na área da educação, o plano prevê fortalecer a alfabetização e a aprendizagem, combater a evasão escolar, garantir professores em sala de aula, ampliar a educação profissional e melhorar a infraestrutura, a alimentação, o transporte e a conectividade das escolas. Também são propostas medidas específicas para inclusão, educação indígena e quilombola, educação do campo e alfabetização de jovens e adultos.
Entre as principais medidas estão o programa Nenhuma Turma Sem Professor, com banco estadual de substituição e acionamento em até 72 horas; o Padrão Mínimo de Dignidade Escolar, que prevê água, banheiros, energia, acessibilidade, climatização, cozinha e internet nas escolas estaduais; e o Pacto Maranhense pela Educação, para estabelecer uma política permanente de colaboração entre Estado e municípios.
Veja outras propostas:
Fortalecer o Pacto pela Alfabetização na Idade Certa, com formação de alfabetizadores, materiais, avaliações periódicas de fluência e maior apoio às regiões com resultados mais baixos;
Implantar avaliação de acolhimento e plano de nivelamento para estudantes transferidos;
Criar ações permanentes de recomposição da aprendizagem, com reforço direcionado às dificuldades identificadas;
Expandir o tempo integral prioritariamente onde houver maior evasão, condicionando a ampliação à existência de alimentação, transporte, climatização e professores;
Garantir que os itinerários do ensino médio tenham professores, conteúdos e materiais efetivamente disponíveis;
Vincular a abertura de cursos técnicos à demanda real do mercado, estágio, laboratórios e professores disponíveis;
Criar um portal único da oferta de educação profissional por município e curso;
Ampliar olimpíadas, feiras e bolsas de iniciação científica para estudantes;
Criar um banco estadual para substituir professores ausentes em até 72 horas;
Oferecer incentivos para a fixação de professores no interior e ampliar a formação de docentes de áreas como ciências exatas;
Garantir formação continuada, cumprimento do piso, hora-atividade e progressões na carreira;
Criar uma Escola de Gestão para formação e certificação de diretores, com participação da comunidade escolar;
Implantar mecanismos independentes de auditoria dos dados educacionais;
Criar sistema de busca ativa para identificar estudantes em risco de abandono e acompanhar os que retornarem à escola;
Ampliar a atuação de psicólogos e assistentes sociais por meio de núcleos regionais;
Realizar triagens anuais de visão, audição, nutrição e vacinação nas escolas;
Criar protocolos para integrar escolas e a rede de proteção social; - Elaborar planos educacionais individuais para estudantes da educação especial, priorizar a acessibilidade nas obras e dispensar a exigência de laudo para oferta de apoio;
Fortalecer a educação indígena e quilombola, com consulta às comunidades, concursos por território, currículo e alimentação adaptados à cultura local;
Garantir condições adequadas para a educação do campo e impedir o fechamento de escolas rurais sem estudo público e alternativa;
Ampliar a Educação de Jovens e Adultos (EJA), com turmas comunitárias e integração à formação profissional;
Garantir água, banheiros, energia, acessibilidade, climatização, cozinha e internet em todas as escolas estaduais;
Priorizar escolas rurais na ampliação da internet, utilizando fibra, satélite e energia solar conforme a necessidade;
Realizar censo das rotas de transporte escolar terrestre e aquaviário, com vistorias semestrais;
Garantir cardápios regionais e elevar para, no mínimo, 45% a participação da agricultura familiar na merenda escolar, além de prever solução para escolas que fiquem mais de cinco dias úteis sem alimentação;
Ampliar esporte, cultura e participação estudantil, incluindo apoio aos JEMs e ParaJEMs, bolsas para mestres da cultura popular e incentivo aos grêmios;
Criar a Bolsa Talento Maranhão, complemento estadual ao Pé-de-Meia condicionado a estudo fiscal e legislação específica;
Instituir por lei o Pacto Maranhense pela Educação nos primeiros 100 dias;
Criar uma estrutura regional de apoio técnico aos municípios em formação, avaliação, projetos para captação de recursos e transporte;
Avaliar o modelo do ICMS Educacional, com memória de cálculo aberta e mecanismos para evitar perdas abruptas dos municípios.

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